sexta-feira, maio 1

Abertura do Blog!!!

Daeee povo! Esta é a minha primeira publicação, então para abrir o Blog com uma mensagem em um tom poético, eu dedico a vocês um trecho do livro "Espelhos", de Eduardo Galeano.




O rei que quis sempre viver


"O tempo, que foi nossa parteira, será nosso verdugo. Ontem o tempo nos deu de mamar, e amanhã irá nos comer. Assim é, e sabemos disso. Sabemos?


O primeiro livro nascido no mundo conta as aventuras do rei Gilgamesh, que se negou a morrer. Esta epopéia passou de boca em boca, faz uns cinco mil anos, e foi escrita pelos sumérios, pelos acádios, pelos babilônicos e pelos assírios.


Gilgamesh, monarca das margens do Eufrates, era filho de uma deusa e de um homem. Vontade divina, destino humano: da deusa herdou o poder e a beleza, do homem herdou a morte. Ser mortal não teve, para ele, a menor importância, até que Enkidu, seu amigo mais amigo, chegou ao último dos seus dias.


Gilgamesh e Enkidu haviam compartilhado façanhas assombrosas. Juntos tinham entrado no Bosque dos Cedros, moradia dos deuses, e haviam vencido o gigante guardião, cujo bramido fazia tremer as montanhas. E juntos haviam humilhado o Touro Celeste, que com um bufar só abria uma fossa onde caíam cem homens.


A morte de Enkidu derrubou Gilgamesh e deixou-o apavorado. Descobriu que seu valente amigo era de barro, e que ele também era de barro.


E se lançou no caminho, à procura da vida eterna. O perseguidor da imortalidade vagou por estepes e desertos, atravessou a luz e a escuridão, navegou pelos grandes rios, chegou ao jardim do paraíso, foi servido pela taverneira mascarada, a dona dos segredos, chegou ao outro lado do mar, descobriu o barqueiro que sobreviveu ao dilúvio, encontrou a erva que dava juventude aos velhos, seguiu a rota das estrelas do nortee a rota das estrelas do sul, abriu a porta por onde entra o sol e fechou a porta por onde o sol se vai.


E tornou-se imortal, até morrer."





Então, a mensagem foi largada, e agora deixo apenas duas perguntas... Até onde vai a sua vontade de viver? E o que falta para sermos imortais como o rei Gilgamesh? Disso, pouco conhecemos, pouco sabemos. O que é conhecer? O que é saber? Por que também não perguntar o que é viver? Se não navegarmos um pouco em cada mar, não saberemos o que é isto...


Deixo a todos os meus cumprimentos. Um grande abraço!

6 comentários:

  1. Bom primeiramente..a tua primeira postagem ficou muito boa no meu ponto de vista..
    e a minha vontade de viver, vai muito além, mas desde que nao prejudique o próximo. Sobre as outras perguntas nunca vamos conseguir achar uma resposta realmente certa, pois está muito além do que podemos enxergar.

    Beijoss Mila Bender

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  2. bah fico bala hein \o. pena q eu não li o livro ainda sahusauhsahu mas tah massa teu blog. XD, achei bala a frase "e tornou-se imortal ateh morrer". \o

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  3. Bala mesmo!!! O livro realmente é de deixar qualquer um boquiaberto. No livro o autor vai falando sobre o surgimento e a evolução das principais civilizações, de modo separado e de um modo geral. É ótimo... livro com um contexto histórico, escrito em um ar poético. Mais para frente vou postando outras partes do livro, que irão supreender todos, desde o contexto como a forma inteligente da escrita do autor. Não vou falar somente de livros, pretendo falar de várias ramificações que ajudam a traduzir a palavra "cultura".

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  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  5. Oi me chamo juliana, então vc eh pisciano...Alias gostei de sua postagem...pode me dar umas sicas de como conquistar um pisciano?

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